
Com o objetivo de avaliar a gestão dos serviços de esgotamento sanitário na zona urbana de Teresina, especialmente, quanto à cobertura do atendimento, à qualidade do tratamento realizado e à atuação fiscalizatória da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (ARSETE), no âmbito do contrato de subconcessão firmado entre a AGESPISA e a empresa Águas de Teresina Saneamento SPE S.A., o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), por meio da Diretoria de Fiscalização de Infraestrutura e Desenvolvimento Urbano (DFINFRA), realizou auditoria e identificou deficiências. O trabalho está registrado no Processo nº 000668/2025, relatado pela conselheira Waltânia Alvarenga na última Sessão Plenária (28).
Entre os achados:
- a incompatibilidade da metodologia adotada pela ARSETE na aferição do indicador de atendimento urbano em relação à metodologia prevista no contrato de subconcessão e no SNIS/SINISA;
- a fragilidade da fiscalização da execução contratual;
- a baixa adesão dos domicílios à efetiva interligação ao sistema de esgotamento sanitário disponibilizado.
A fiscalização abrangeu os exercícios de 2018 a 2025 e teve como unidades diretamente relacionadas a ARSETE e a Águas de Teresina Saneamento SPE S.A., tendo sido estimado o volume de recursos fiscalizados em R$ 324.978.661,94.
A DFINFRA concluiu que, embora tenham sido identificados avanços na expansão da infraestrutura e no tratamento dos efluentes, persistem fragilidades relevantes na fiscalização, na mensuração dos indicadores de atendimento e
na efetiva conexão dos imóveis ao sistema de esgotamento sanitário, circunstâncias que repercutem no alcance das metas contratuais e de universalização do serviço.
Entre as recomendações, o TCE-PI sugeriu: que a Prefeitura de Teresina promova a ampliação do quadro de analistas responsáveis pelo monitoramento da subconcessão do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestado pela Águas de Teresina SPE S.A.; que a ARSETE busque maior integração com outros órgãos municipais e estaduais integrantes do processo fiscalizatório, por meio do fomento à instituição do Comitê Gestor e da Comissão de Monitoramento previstos no contrato.
Além disso, visando colaborar para o atingimento das metas de universalização do serviço e com a efetividade da política de esgotamento de Teresina, o Tribunal também sugere que a ARSETE promova a adesão às mais recentes Resoluções da ANA (Resoluções 192 e 211 de 2024), compatibilizando-as com o contrato vigente, de modo a preservar o equilíbrio econômico-financeiro; que a SEMPLAN promova a revisão do Plano Municipal de Saneamento
de Teresina, de modo a adequar o planejamento das expansões do sistema de esgotamento às dinâmicas populacionais recentes evidenciadas pelo Censo demográfico de 2022; e que a Águas de Teresina SPE S.A. promova ações educativas para fomentar a efetiva interligação ao sistema de esgotamento sanitário.
Essas e outras recomendações que podem ser acessadas clicando aqui, com o relatório da auditoria disponibilizado na íntegra.


