Sextas sem Contas apresenta dicas para evitar golpes e fraudes na internet

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Com o tema “Cybersegurança: protegendo nossos dados sem complicação”, foi realizada nesta sexta-feira (26) a 25ª edição do projeto “Sextas sem Conta”, que existe desde 2019 e sempre tem levado temas que provocam interação entre os servidores do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI) e a sociedade, através da Escola de Gestão e Controle Conselheiro Alcides Nunes (EGC). 

Abrindo o “Sextas sem Conta”, aconteceu a apresentação do coral “Cantos & C

ontas”, formado por servidores do TCE-PI e que tem se apresentado em todos os eventos que o Tribunal promove ou participa, como recentemente no Salão do Livro do Piauí. Sob a regência do maestro Fábio Mesquita, os coralistas cantaram duas músicas alusivas ao período junino e uma sobre a participação do Brasil na Copa do Mundo de Futebol.

Na primeira fala, o coordenador do projeto professor Bernardo Sá afirmou que o trabalho do TCE-PI é fiscalizar os órgãos públicos municipais e estaduais, mas o evento visa quebrar essa rotina. “Quebramos o cotidiano porque somos pessoas que não podem ficar alheias ao que ocorre no mundo. Já debatemos aqui a fundação de Teresina, Torquato Neto, maioridade penal, Batalha do Jenipapo e tantos outros. Hoje é a segurança no uso dos nossos computadores e celulares para evitarmos golpes e fraudes a que todos nós estamos sujeitos”, disse.

Em seguida, a diretora-geral da EGC, conselheira Flora Izabel salientou que, apesar de ser uma instituição que tem a missão constitucional de fiscalizar, o TCE-PI também tem o papel de ser pedagógico e esse é um entendimento que vem sendo seguido por todos os Tribunais do Brasil. “Quando a gente leva cursos ao interior, faz capacitações, nós estamos ensinando aos gestores a não errar nas suas prestações de contas e outras ações, ou pelo menos a errar menos”. Ela também afirmou que a segurança cibernética se baseia em três eixos: disponibilidade e integridade. “Proteger seus dados bancários, sua vida pessoal, sua família dos golpes e fraudes, apesar de existirem leis no Brasil que garantem direitos das pessoas e empresas, não é apenas uma necessidade técnica. É uma responsabilidade coletiva”, assegurou.

Para o evento foram convidados alunos das escolas de tempo integral Dina Soares (Matadouro) Joel Ribeiro (Pio XII), Caluzinha Freire (Satélite) e Modestina Bezerra (Dirceu). Os palestrantes foram os auditores de controle externo Adriano Vieira, Wesley Lima e Rodrigo Marques. Representaram as Gerências Regionais de Educação, os professores Ana Paula da Paixão Soares (4ª), Francisco Mota e Jarlene Sousa (19ª), Ilmar Silva (20ª) e Francieldo Lopes (21ª) e a Secretaria de Educação as gerentes de ensino básico Terciane Moura e Talita Almeida.

Palestras

Abrindo as palestras, o auditor Wesley Lima afirmou que 95% das violações de celulares e computadores são oriundas de falhas humanas e comportamento fora do padrão. Para evitar que isso ocorra é necessário a pessoa ter conhecimento de como agir caso caia em um golpe. “O golpista não quebra senhas difíceis. Ele te engana para você abrir a porta. Se um golpista pega a sua senha ele não acessa apenas o seu computador, ele se torna você com todas as suas informações”, disse.

Em seguida, ele apresentou uma série de medidas para criar senhas fortes, fazer dupla verificação e explicou da necessidade de proteção dessas senhas. “A senha é como uma escova de dentes. Só você usa a sua e ainda é recomendado trocar de tempos em tempos. E hoje está pior com a inteligência artificial. A IA captura o seu padrão de navegação e a partir daí ela gera um sem número de prováveis senhas. Por isso, é importante usar a biometria, o dedo ou o rosto, para abrir seus dispositivos”, recomendou.

Ele também fez recomendações para agir com cautela quando usar a Inteligência Artificial, principalmente o Chat GPT. “Nunca coloque dados sigilosos, processos em segredo de justiça, dados pessoais, senhas. O TCE vai ter um chat de IA nosso, já estamos desenvolvendo. Se você receber uma ligação de um parente pedindo pix desconfie, tenha uma senha da família para ele dizer. Hoje em dia, com a IA, existe o deep fake, que é a imitação perfeita da imagem e da voz. Não acredite. Ligue para o número antigo e você descobre”, ensinou.

O auditor Adriano Vieira apresentou uma campanha de segurança feita no âmbito interno do TCE-PI, quando todos os servidores receberam e-mails falsos que visavam medir o grau de segurança no sistema do Tribunal. Eles falavam sobre restituição do Imposto de Renda, do corte no auxílio alimentação e sobre um prêmio que o servidor teria vencido. O primeiro deles fisgou 8,85% dos que receberam e responderam (68 pessoas), o segundo só 1,16% (9 pessoas) e o terceiro, em maio, apenas 0,51% (4 pessoas). “Isso mostra como cresceu o grau de conhecimento dos servidores. Se você receber um e-mail e desconfiar de algo, a forma correta de agir é reportar à TI, para que possamos neutralizar”, recomendou.

 Finalizando, o auditor Rodrigo Marques deu dicas aos estudantes e servidores como reconhecer uma tentativa de golpe ou fraude. Ele recomendou desconfiar de ofertas de produtos muito baratos. “Se uma loja está com o preço da TV muito baixo nunca passe pix, seu dinheiro vai e você nunca recebe o que comprou. Outra: nenhum banco liga pedindo senhas, nunca forneça. Se uma loja on-line não aceita cartão, só pix, fuja imediatamente dela. E se cair no golpe, denuncie imediatamente. Faça Boletim de Ocorrência no BO Fácil, acione imediatamente o seu banco, denuncie ao Banco Central e ao SOS golpe.com.br”, recomendou.